Terça-feira, 30 de Setembro de 2020
Brasil

Faceapp, a brincadeira que se tornou perigosa

Publicada em 24/07/19 às 11:10h - 228 visualizações

por Conexão Noticias


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 (Foto: Divulgação)

App pode usar dados do usuário indevidamente, e com sua autorização

Nos últimos dias um aplicativo vem virando febre nas redes sociais, desta vez transformando a aparência de muita gente por aí, “trazendo uma versão mais velha do usuário”. E muita gente entrou na brincadeira espalhando suas fotos envelhecidas com os amigos. Sua utilização pode parecer simples e sem trazer qualquer complicação, mas é aí que entra uma questão, a polêmica utilização dos dados do usuário, que permite o acesso dos mesmos quando se aceita os termos para usar o aplicativo.

 O app funciona com a aplicação de filtros em fotos, seja com mudanças de cor de cabelos ou o mais usado entre seus usuários que é o filtro de envelhecimento. O que praticamente ninguém lê é a política do usuário ou os termos de uso desses aplicativos, que no caso do Faceapp em uma cláusula diz que suas fotos podem ser cedidas à terceiros, mas não especifica de forma objetiva para qual utilidade, outra questão a ser levantada também, são os servidores do aplicativo que situam-se na Rússia, e não tem as mesmas políticas da União Europeia que dificultam a aplicação das mesmas legislações de leis de proteção de dados que a usada nos principais países.

 O Faceapp informa nas suas políticas e privacidades que as imagens não são vendidas ou comercializadas com terceiros, mas sim cedidas a empresas do grupo que comanda o Faceapp para melhorar o desenvolvimento de novos produtos. Também terão acesso empresas que atuem na “oferta dos serviços”, que segundo consta nos termos “sob termos razoáveis”, mas o usuário não tem como saber o que são esses termos razoáveis, ou será que tem? Sendo assim o compartilhamento dessas imagens podem ser feitas com anunciantes e parceiros, e o mais preocupante, se a empresa for vendida ela passará todos esses dados aos novos acionistas.

 Justamente o que era para ser uma simples brincadeira acaba se tornando em algo preocupante, como venda de dados, dados expostos, entre outros riscos. Muitos desses aplicativos acabam trazendo “novidades” e o usuário vai na onda, mas sem saber se está correndo risco ou não, como o filtro de bebê do Snapchat que também virou febre recentemente, ou vários apps de captura de imagem facial para converter em um avatar. Todos podem ser relacionados e colocar os dados do usuário em risco, e alertando vários especialistas em crimes cibernéticos para possíveis falsificadores de identidades que atuam no mundo virtual.

O que podemos fazer em relação a isso é termos mais precaução com esses aplicativos antes de baixar ou utilizar, isso não se aplica somente em aplicações que usam imagem, mas também qualquer app que tenha outras utilidades, pois vários deles de desenvolvedores não confiáveis podem conter vírus ou programas maliciosos que afetem seu aparelho com a intenção de roubo de dados. Por fim, palavra do dia: Precaução.




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